O profissional que não tinha certificado

Entrevista de Emprego
José estava em busca de uma nova oportunidade de trabalho. Queria algo com salário melhor que o do emprego antigo. Embora pretendesse ascender na carreira profissional, não se esforçou muito para que isso acontecesse. Não realizou cursos, tampouco cursou uma faculdade na área em que atuava. Ao tentar se reposicionar no mercado, decidiu mentir nas informações: relatou que era graduado, havia feito cursos, falava inglês fluentemente e seu salário anterior era maior do que realmente ganhava. José, obviamente, não podia comprovar essas afirmações, pois não tinha certificados nem comprovantes, mas acreditava que isso não poderia trazer-lhe problemas. Já na primeira entrevista, o candidato deparou-se com recrutadores bem preparados, que estavam acostumados com informações falsas em currículos e que fizeram perguntas que o deixaram sem saída, a não ser dizer a verdade. Certamente, José não conseguiu a vaga que desejava. Seu maior erro, além de mentir e perder a confiança na empresa, foi não ter feito cursos e adquirir os certificados.

Apesar de fictício, esse caso acontece com muita frequência, segundo recrutadores de todo o Brasil. Muitos profissionais têm o costume de colocar dados falsos no CV. O que eles não sabem é que existem técnicas específicas para descobrir o que é ou não verdade. A principal mentira, segundo pesquisas, é em relação à língua estrangeira, critério mais fácil de ser avaliado. Basta que o entrevistador faça um teste oral, pedindo, por exemplo, para o candidato descrever algo no idioma em questão. Quando há hesitação, isso mostra que ele não domina a língua.

A graduação também é alvo de mentiras no currículo. Algumas pessoas dizem até mesmo que são formadas sem nunca terem frequentado uma faculdade. Nesses casos, a exigência do certificado é fundamental. Como não é comum que elas levem o diploma ou certificado de conclusão à entrevista, uma técnica utilizada pelas empresas é perguntar sobre informações como a matéria predileta e o professor mais importante para a sua formação, verificando se há insegurança ao responder.

Tempo de trabalho e salário podem ser averiguados diretamente na carteira de trabalho, na etapa seguinte à entrevista. Sobre as habilidades e experiências profissionais, os candidatos podem ser testados com perguntas sobre como agiriam em ocasiões específicas ou sobre alguma experiência de conflito pela que tenham passado e como lidaram com isso. Indivíduos que não viveram essas situações provavelmente darão informações genéricas, o que coloca a experiência informada sob suspeita.

Assim, lembre-se: mentir nunca será um bom negócio. O mentiroso pode até ser contratado, porém, sem a devida qualificação, logo estará fora.

Mercado de trabalho sofre com a falta de qualificação dos trabalhadores

Créditos Youtube – Canal Paulo Alexandre

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